Como funciona o “sem perda visível”
A rigor, toda compressão joga fora alguma informação. Mas uma gravação de celular a 20–50 Mbit/s carrega muito mais dados do que o olho consegue ver. O HEVC (H.265) precisa de mais ou menos um terço a menos de bitrate que o H.264 para a mesma imagem, então este modo recodifica em um nível em que a diferença é invisível em condições normais: normalmente de 2 a 4 vezes menor.
Ele nunca passa do bitrate do original, então vídeos já comprimidos não ficam maiores. Clique em ▶ ao lado de um vídeo para comparar 5 segundos lado a lado antes de decidir.
Liberando espaço em um acervo inteiro
- Arraste a pasta inteira: as subpastas são recriadas no destino.
- Deixe marcado “Manter data e local da gravação” para seus apps de fotos continuarem ordenando os vídeos certinho.
- Escolha uma pasta de destino nova, confira alguns resultados e depois apague você mesmo os originais.
Compatibilidade
O HEVC roda em iPhone, Mac, Windows 10/11, Android e TVs a partir de mais ou menos 2016. Para aparelhos muito antigos, escolha “Roda em qualquer lugar” (H.264): os arquivos ficam cerca de um terço maiores.
“Sem perder qualidade”: o que é possível de verdade
A rigor, toda recodificação perde alguma informação. O que importa é se você consegue ver. Os codificadores modernos descartam primeiro o detalhe que seus olhos não percebem, então com um bitrate sensato o arquivo comprimido fica visualmente idêntico ao original no celular, no notebook ou na TV, com uma fração do tamanho. Esta predefinição é ajustada para isso: mantém a resolução e a taxa de quadros originais e usa uma configuração baseada em qualidade em vez de um tamanho fixo.
De onde vem a economia
- Codificação em tempo real x codificação caprichada. O celular tem milissegundos para codificar cada quadro enquanto grava. Recodificar com mais tempo encontra muito mais redundância.
- Codecs melhores. HEVC e AV1 precisam de 35–50% menos bits que o H.264 para a mesma imagem: use-os para arquivar se seus aparelhos reproduzirem.
- Tirar o que você não precisa. Faixas de áudio extras, 60 fps para alguém falando, 4K para algo que você só vai ver no celular.
Arquivando vídeos de família e backups do celular
Os vídeos do celular são os que mais consomem espaço no iCloud e no Google Fotos. Comprimir um ano de clipes em 4K para 1080p HEVC de alta qualidade costuma liberar 70–85% do espaço. Arraste a pasta inteira: as subpastas são recriadas, e a data e o local originais da gravação são mantidos, para sua biblioteca continuar em ordem. Guarde os originais até conferir alguns resultados.
Qualidade constante x tamanho alvo
O “tamanho alvo” distribui um número fixo de megabytes pelo vídeo: bom para limites. A “qualidade constante” dá a cada cena quantos bits ela precisa: cenas calmas recebem poucos, ação recebe muitos. Para arquivar, a qualidade constante é melhor: a mesma qualidade visual em toda a sua biblioteca, com cada arquivo o menor possível.
Perguntas frequentes
Quanto menores meus vídeos vão ficar?
Normalmente de 2 a 4 vezes em gravações de celular e câmera. Gravações de tela e downloads já comprimidos diminuem menos.
A data do vídeo vai mudar?
Não: a data e o local da gravação são copiados para o novo arquivo, então as galerias mantêm a ordem certa.
O HEVC é suportado em todo lugar?
Em todos os aparelhos atuais, sim. Para TVs e players antigos, use a predefinição “Roda em qualquer lugar” (H.264).
Qual codec é melhor para arquivar?
O HEVC (H.265) é o melhor equilíbrio entre tamanho e compatibilidade. O AV1 é ainda menor, mas mais lento para codificar, e nem todo aparelho reproduz.
Dá para comprimir 4K sem perder qualidade?
Sim: mantenha o 4K e use a predefinição “Liberar espaço”; ela costuma reduzir o tamanho pela metade sem diferença visível.
Última atualização: 30/10/2026